
Olhei pra sacada de meu prédio e botei as pernas pra fora. Sacudi-as, balencei-as, estavam externando a emoção que eu estava por sentir.
Inquieta, fui pra frente, depois pro lado, olhei pra cima e comprimi a lágrima do olho esquerdo. Fechei os olhos e me fechei pro mundo. Esse, agora, eram só sons, os mais diversos e barulhentos sons. Tive que fazer força, cerrando os olhos mais ainda, para escutar aquele som tão baixinho, vindo de não-sei-onde! Do coração, talvez, ou da televisão, ligada, mostrando cenas de um filme que me fez ficar assim. "I think we do that is our destiny", foi o que eu ouvi, de início. Meu destino é o amor. Aquele incondicional vivido nas cenas que vi! Aquele que passa o tempo e está lá, preso, guardado, que é difícil de se conquistar, que é sublime. Que é como "peas and carrots", como eu vi.
Amor que dá sustento a quem se ama, que atravessa noites de chuva feliz, pois se há estrelas no céu, sol no horizonte fazendo um espelho nas faíscas da água do rio e esperança, se há tudo isso é porque ele está lá, ele está aqui e está conosco.
Sentada na sacada de meu prédio, com as perninhas balançando, eu abro os olhos e vejo...
Queria ver!
...mas eu sei o que é o amor"
2 comentários:
Engraçado ler toda essa narrativa depois das conversas que tivemos antes de ontem e hoje, ainda agora. São opostas, mas se atraem. Você é inteligente, Lira, porque conhece o amor e o deixa dominar seu ser. Uma de minhas sobrancelhas, a direita, para ser mais exata, levantou quando terminei de ler o textinho. E um sorriso, daqueles singelos, sinceros, que não mostram os dentes, surgiu em meu rosto. O amor sempre nos guiará e trará mais amor ainda para perto de nós.
Amemos, então.
LC.
Eu ia falar, mas também a vejo.
Prefiro acompanha-la no silêncio: viajar em ventos vulgares voláteis...
fulgaz.
Mas o Amor é o Sol.
Isto pra mim encerra.
Adoro tuas palavras, de quem sabe o que ia falar antes mesmo de apontar a caneta ao papel.
Ei, me diz: ensinar-me-ás um pouco disso?
Amor?
Sim.
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