foi o que ouvi do outro lado!
E lembrei como somos assim, fanáticos por números.
Eles estão em tudo! A cada passada de olhos na agenda,
a cada ligação [não] recebida, nos cálculos intermináveis das variações de humor.
No meu relógio, eles ditam os passos.
Na minha balança, ditam os descompasso.
No meu espelho, o cansaço!
Cansaço de ver minha vida milimetricamente sintonizada por eles
Por suas expectativas e por suas vontades.
Hoje sou 19, amanhã não sou mais.
Um milhão de casas decimais de importância!
Um zero a esquerda...
Se número fosse legal, mesmo, o 1+1 seria 2!
E esse 2 não seria a icógnita que faz essa equação durar.
Seria a soma que daria luz a um inteiro perfeito formado por duas partes iguais!
O infinito...
Se número fosse legal, mesmo, o 1 viraria o 2.
O 2 seria o 8!
E o 8 seria 26!
E eu ainda tiro 10 em Estatística!
Vai entender!
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Se é pra fazer silêncio, faço eu mesma!
Fecho os olhos e inclino minha cabeça pra trás. Silêncio!
Na penumbra que se faz, pensamentos surgem, frases retornam, tornam a destoar o compasso dos passos maus findados, imagens com seus cheiros únicos me fazem rodopiar, sentada no chão de meu quarto. Pára! Abro os olhos. Silêncio!
Inquietante, dominador, barulhento.
De falar tanto, ficou mudo. De tanto não falar, ensurdeceu!
- Sssh! Estou pensando!
Pensando como no silêncio se podem entender tantas coisas.
Como que no escuro ...
[feito esse de agora!]
...se pode ver mais, pois as pupilas dilatadas estão para entender o palmo à frente!
Um palmo atrás! Dois metros do lado, uma quilometragem no mapa do computador.
Se silêncio fosse medida, seria volume!
Dos mais altos. Dos decibéis nunca dantes vistos, afugentando os passarinhos no hall de entrada, tremendo os penduricalhos da vizinha...
[que batem, que soam, que tinam, me chamam!]
...caindo! Tudo cai, tudo vibra, tudo se mexe, e remexe, e dança e fim!
Menos se esquece! Ignora-se. O silêncio desperta a fala, as emoções, as perguntas de um coração falante!
Você fala, eu não entendo! Você cala, eu escuto!
E luto, e mudo e rezo.
E ainda assim não entendo! Silêncio!
- Sssh! Faça barulho!
Faça valer à pena a espera no fim da linha ou pelo menos a espera por essa linha chegar.
Faça essa sintonia entrar pela porta, pela janela, do lado de fora ela não é percebida!
Faça a vida! Faça escolhas! Faça amor! Ou não faça! Faça carinho, faça dor!
[Embora que essa eu deixo passar...]
Mas faça, pelo menos!
Me ouça! Grite! Berre! Fale! Escute!
Som...
[aonde?]
... no Silêncio!
Na penumbra que se faz, pensamentos surgem, frases retornam, tornam a destoar o compasso dos passos maus findados, imagens com seus cheiros únicos me fazem rodopiar, sentada no chão de meu quarto. Pára! Abro os olhos. Silêncio!
Inquietante, dominador, barulhento.
De falar tanto, ficou mudo. De tanto não falar, ensurdeceu!
- Sssh! Estou pensando!
Pensando como no silêncio se podem entender tantas coisas.
Como que no escuro ...
[feito esse de agora!]
...se pode ver mais, pois as pupilas dilatadas estão para entender o palmo à frente!
Um palmo atrás! Dois metros do lado, uma quilometragem no mapa do computador.
Se silêncio fosse medida, seria volume!
Dos mais altos. Dos decibéis nunca dantes vistos, afugentando os passarinhos no hall de entrada, tremendo os penduricalhos da vizinha...
[que batem, que soam, que tinam, me chamam!]
...caindo! Tudo cai, tudo vibra, tudo se mexe, e remexe, e dança e fim!
Menos se esquece! Ignora-se. O silêncio desperta a fala, as emoções, as perguntas de um coração falante!
Você fala, eu não entendo! Você cala, eu escuto!
E luto, e mudo e rezo.
E ainda assim não entendo! Silêncio!
- Sssh! Faça barulho!
Faça valer à pena a espera no fim da linha ou pelo menos a espera por essa linha chegar.
Faça essa sintonia entrar pela porta, pela janela, do lado de fora ela não é percebida!
Faça a vida! Faça escolhas! Faça amor! Ou não faça! Faça carinho, faça dor!
[Embora que essa eu deixo passar...]
Mas faça, pelo menos!
Me ouça! Grite! Berre! Fale! Escute!
Som...
[aonde?]
... no Silêncio!
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Decifra-me
- plira
- Recife, PE, Brazil
- Pois que reinaugurando essa criança pensam os homens reinaugurar a sua vida e começar novo caderno, fresco como o pão do dia; pois que nestes dias a aventura parece em ponto de vôo, e parece que vão enfim poder explodir suas sementes. João Cabral de Melo Neto