quinta-feira, 29 de julho de 2010

Insetos interiores

"Notas de um observador:
Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer
(...)
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
(...)
Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(FÉ)rtebrados".


Salve, salve, TM!
Conseguem explicar toda a rotina nesses versos!

Acho que vou comprar aqueles "Mata mosquito" na cidade...
#façamos!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Deveria ser o contrário.
Se acomodar incomodadamente frente àquilo que vai ser exposto em palavras
Ligeiramente escolhidas para serem não jogadas, mas selecionadas num jogo de representações
Que dão o sentido da acomodação não estar tão bem acomodada assim.

Sentar, com os instrumentos a mão, pensamentos frenéticos e lágrimas como temperos
É tão...fácil? Deve ser! Flui e sai adiante atendendo as demandas que se caracterizam no esvaziamento do líquido esvaindo-se da face.
Mas, deveria ser o contrário, repito.

Por que a angustia, a má interpretação, são boas brasas que levantarão mais fogo?
Ditar os sorrisos, o alívio perene de uma acomodação que, enfim, no seu devido significado se encontra não dá público?

Ecoar palavras é, sobretudo, a vontade delas serem ecoadas e captadas, sentidas
Serem inebriadas por um laço invisível de um sentimento que atrai
Só que não pra notificarem sofrimento...

Sendo o contrário!
...notificando a boa nova, sempre.
Eis que assim será!

Decifra-me

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Recife, PE, Brazil
Pois que reinaugurando essa criança pensam os homens reinaugurar a sua vida e começar novo caderno, fresco como o pão do dia; pois que nestes dias a aventura parece em ponto de vôo, e parece que vão enfim poder explodir suas sementes. João Cabral de Melo Neto

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