terça-feira, 1 de julho de 2008

Amor-próprio

Certo. Desde o berço escutamos a frase: Você, para amar, precisa SE amar primeiro.
Ok, ok. Frase escutada, frase não vivida. É isso mesmo, quem vive isso ao pé, ao passo e ao compasso da
forma escrita ou falada?
Ninguém! E, se houver pessoas que façam isso, são ETs. Isso, ETs. Não que eles não amem, mas precisam
de um motivo para amar alguém. Motivo esse que não é, nem de perto, mais importante que SE amar.
Consigo imaginar eles conversando. "Não fico contigo, camarada, pois meu amor por MIM é gigantesco e você não cabe aqui!", diz um. "Não tenho sentimentos por você, pois eu já ME basto", diz outro.
Insolentes, como conseguem não amar alguém por esse motivo?
Por se amar tanto? Por se bastar tanto?
Eu não consigo viver comigo mesma, não no sentimento de convivência, ma no sentido de existência.
Eu não existo sem sentir o amor do outro e pelo outro. Acredito ser fisiológico.
Meus glóbulos brancos me imunizam pela capacidade de amar o outro.
É estranho...é complexo...é banal.
E tudo o que é banal eu jogo no lixo e entrego pro meu zelador fazer a coleta seletiva.
"Tchum" joguei, olhei pra trás e virei o rosto.
E, sim, esse é o meu lado ET falando.

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Recife, PE, Brazil
Pois que reinaugurando essa criança pensam os homens reinaugurar a sua vida e começar novo caderno, fresco como o pão do dia; pois que nestes dias a aventura parece em ponto de vôo, e parece que vão enfim poder explodir suas sementes. João Cabral de Melo Neto

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